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“Não há uma hierarquia entre os participantes – todos ‘estamos’ artistas – e cada um colabora com o que tem, pode e quer; num sentido coletivo e poético.”

Entre os dias 15 de Setembro e 02 de Outubro – próximo a abertura da Bienal de São Paulo – um grupo de artistas e interessados em fazer arte e política ocupam um galpão em Pinheiros, num encontro que não pode ser tratado apenas como uma exposição de arte, mas uma exposição de motivos.

Há quinze anos Franz Manata deu início a um programa que já passou por Belo Horizonte, Rio de Janeiro e tem agora, em São Paulo, a sua mais madura e completa edição.

Desde seu início o projeto assumiu várias configurações, nomes e formatos. Nessa edição Maria Montero responde pela gestão curatorial e formatação final com Franz.

Durante um ano os dois percorreram cidades e ateliês mobilizando artistas com os quais Franz se envolveu de forma profissional e afetiva, ao longo da última década, pra fazer arte e política.

Construiu-se, assim, uma rede colaborativa que envolve: artistas, amantes da arte, colecionadores, empresários, técnicos

“Num momento em que a Bienal faz política e seus artistas a representam, nós agimos politicamente”, diz Franz Manata para afirmar a importância de se problematizar o papel do artista e sua inserção no atual contexto.

Nestes termos, segundo os propositores, passa a ser mais importante dar visibilidade aos artistas e seus “motivos” para estar ali, do que expor obras propriamente ditas, apesar de vários trabalhos já estarem no espaço a partir do dia 18 de Setembro.

Não há uma hierarquia entre os participantes – todos “estamos” artistas – e cada um colabora com o que tem, pode e quer; num sentido coletivo e poético.

Há quinze anos Franz Manata deu início a esse programa que, ao longo do tempo, assumiu várias configurações, nomes e formatos. Já passou por Belo Horizonte, Rio de Janeiro e tem agora, em São Paulo, a sua mais madura e completa edição.

A primeira a agregar ao projeto nessa edição foi Maria Montero que responde pela gestão curatorial e formatação final com Franz Manata.

Durante quase um ano os organizadores percorreram cidades e ateliês mobilizando artistas, com os quais Franz se envolveu de forma afetiva e profissional ao longo da última década.

Construiu-se uma rede colaborativa que envolve: artistas, amantes da arte, colecionadores, empresários, técnicos e fornecedores, sem os quais não seria possível realizar este encontro.

Durante esse programa de imersão vários participantes transferirão seus ateliês para o espaço, alguns desenvolverão atividades mobilizando comunidade e escolas próximas, enquanto outros continuam fazendo o que fazem no seu dia a dia.

Entre os dias 18 e 26 de Setembro as atividades se intensificam quando começam as ações das redes sociais, apresentação de performances, encontros com os artistas e convidados, além da publicação dos conteúdos e documentações geradas

Franz Manata nasceu em Belo Horizonte e vive no Rio de Janeiro.

É artista, curador independente e professor. Mestre em Linguagens Visuais pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Desde 2004 é professor da EAV Parque Lage, RJ

De 2001 a 2008 trabalhou no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro no departamento de curadoria. Participa, desde 1994, de projetos solo e coletivos no Brasil e no exterior, destacando-se o projeto SoundSystem em parceria com Saulo Laudares.

Maria Montero nasceu e vive em São Paulo.

Produtora cultural e curadora independente. Diploma em Arts Psycotherapy na Goldsmith College. Atualmente cursando Arte: História, Crítica e Curadoria na PUC-SP. Foi coordenadora da versão brasileira do Sonar Dia no Instituto Tomie Ohtake. Foi curadora do Galpão House of Erika Palomino onde apresentou diversas mostras de artistas contemporâneos. Em 2009 coordenou o projeto de residência RBHA.

Rua Virgílio Carvalho Pinto, 522 Pinheiros-SP | 19 set a 2 out 2010